Note que:
a) Não raro os demonstrativos aparecem
na frase, em construções redundantes, com finalidade expressiva, para salientar algum
termo anterior.
Por exemplo:
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b) O pronome demonstrativo neutro o
pode representar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que aparece,
geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Por exemplo:
O casamento seria um desastre. Todos o
pressentiam.
c) Para evitar a repetição de um
verbo anteriormente expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes de).
Por exemplo:
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o
fizesse.
Diz-se corretamente:
Não sei que fazer. Ou: Não sei
o que fazer.
Mas:
Tenho muito que fazer. (E não: Tenho muito o
que fazer.)
d) Em frases como a seguinte, este
refere-se à pessoa mencionada em último lugar, aquele à mencionada em primeiro lugar.
Por exemplo:
O referido deputado e o Dr. Alcides eram
amigos íntimos: aquele casado, solteiro este.
[ou então: este solteiro, aquele casado.]
e) O pronome demonstrativo tal
pode ter conotação irônica.
Por exemplo:
A menina foi a tal que
ameaçou o professor?
f) Pode ocorrer a contração das preposições a,
de, em com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste,
desta, disso, nisso, no, etc.
Por exemplo:
Não acreditei no
que estava vendo. (no = naquilo)
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