c) Alternativas
Expressam ideia de alternância de
fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além
dela, empregam-se também os pares: ora...ora, já...já, quer...quer..., seja...seja, etc.
Introduzem as orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos
com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você
não permita.
Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer"
está coordenando entre si duas orações que, na verdade, expressam concessão em
relação a "Estarei lá". É como disséssemos: "Embora você não
permita, estarei lá".
d) Conclusivas
Exprimem conclusão ou consequência
referentes à oração anterior. As conjunções típicas são: logo, portanto e
pois (posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por
conseguinte, de modo que, em vista disso, etc. Introduzem as orações coordenadas
sindéticas conclusivas.
Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.
e) Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação
referente ao fato expresso na declaração anterior. As conjunções que merecem destaque
são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo). Introduzem
as orações coordenadas sindéticas explicativas.
Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Atenção:
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas
com as subordinadas adverbiais causais. Observe a diferença entre
elas:
- Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por
fornecer um motivo, explicando a oração anterior.
Por Exemplo: A criança devia estar doente, porque chorava muito.
(O choro da criança não poderia ser a causa de sua doença.)
- Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do
fato.
Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A
perda do emprego é a causa da tristeza de Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita)
entre a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, imperativa, o que
não acontece com a oração adverbial causal. |
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